Braga, Prado, Rio Cávado

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A prova do Prado revelou que o rio Cávado é um forte candidato a palco de grandes eventos na pesca desportiva. As condições existem, a pista é acessível de automóvel em cerca de 60% dos pesqueiros. O rio é bastante largo, cerca de 90 metros. Não é tão fundo como aparenta mas mantém sua profundidade a partir dos 30 metros de distância em cerca de 6,5 metros de profundidade. Aos 13 metros tem cerca de 4 metros de profundidade. No rio Cávado o peixe predominante são os barbos tendo também outras espécies como trutas, bogas, bordalos e enguias. Os peixes tem bastante força e são de um lote bastante bom. Apanham-se com regularidade barbos de mais de 1,5 kg tendo sido apanhados 2 em prova. A pesca mais rentável é a inglesa a meia água com bichos mal colados a cerca de 30, 40 metros. Nas pontas dos sectores a pesca à francesa aos 11 metros é a melhor opção. Nesta pista não se costuma usar engodo (farinhas), apenas asticot e canhâmo cozido. Na pesca à inglesa a meia água é muito importante alterar constantemente a profundidade de forma a procurar a profundidade certa a que os peixes se encontram. Uma opção também válida é a pesca com bóia de correr, de forma a assentar o isco no fundo. A corrente não é muito forte mas em provas não federativas a pesca mais utilizada é a bolonhesa com bóia de correr e com a oliva assente no fundo. Note-se que este método não é permitido em provas nacionais.


No Cávado o Luís Franco foi o melhor. Com dois primeiros foi o único a não pegar na cana francesa. Pescou sempre a meia água. As pontas nunca ficaram abaixo do segundo lugar e sempre à francesa, excepto a que calhou ao Luís no domingo.


Uma coisa que sobressai desta pista é que em prova a pesca foi igual aos treinos. Normalmente nos treinos dá de toda a maneira e em prova isso não se verifica. Já a meio da semana eu o Gonçalo e o Luís tínhamos visto e com a ajuda de pescadores locais, que a meia água não dava hipótese quando bem executada. Aqui deixamos também o nosso agradecimento a todos os pescadores que nos foram ver e dar dicas durante os nossos treinos no Prado em especial ao professor Jorge Araújo.





Montagens de Jorge Machado


fig. 1 - Montagem Normal de pesca aos barbos.


fig. 2 - Montagem com bóia de caster. Os toques eram dificies e com esta bóia só os melhores leva~vam a mesma ao fundo visto que a antena é feita de material flutuante.


fig. 3 - Montagem para pesca fixa inglesa a meia água.


fig. 4 - Montagem com boia de correr para pescar a rapar o fundo.

fig. 5 - Montagem para pesca com um chumbo grande no chão de forma a travar o andamento da bóia. A distância entre o chumbo e a oliva dá-nos uma margem de manobra pois nestas provas, não podemos colocar mais de 10% do chumbo no chão.

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