Cabeção (Ribeira de Raia)



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O melhor Pescódromo do Alentejo. Sem dúvida. A Ribeira de Raia, no Cabeção já foi palco de alguns Campeonatos Intenacionais, tais como Campeonato da Europa de Clubes, Campeonato do Mundo de Júniores entre outros. Com água em grande parte fornecida pela barragem do Maranhão o Cabeção tem um açude que retém as suas águas mas apresenta sempre alguma corrente e por vezes, no Inverno, não é pequena. As especies predominantes são as carpas e o barbos. Ambos dotados de uma força fora do normal. O lote nomal anda no 0,5 kg mas apanham-se peixes com mais de 2 kg. Com acesso de automóvel em 90% dos pesqueiros que são mais de 100 o Cabeção apresenta condições só igualadas em Penacova. A ribeira apresenta uma largura de cerca de 40 a 50 metros. Com cerca de 3 metros de profundidade a ribeira está toda arranjada e todos os anos afundada, estando o fundo livre de prisões. A pesca mais utilizada é a inglesa fixa e a francesa. A primeira só é utilizada em dias maus que o peixe não encoste à margem (francesa 13 metros ou mesmo 14,5). A pesca à inglesa durante uma competição é sempre feita na outra margem com boias fixas totalmente calibradas nunca abaixo das 12 gramas (fig 1). Para brincar pode-se pescar ao meio do rio com uma boia straigth de 7 gramas e fisgar trigo cozido e alguns asticots soltos (fig 2). Em prova é muito mais complicado. O Cabeção dá sempre muito peixe em treinos quando a pesca à francesa é bem executada (fig 3). Em provas, normalmente, se dá mal no sábado dá bem no domingo e vice-versa e tem sido sempre assim salvo raras excepções.


Engodagem

A engodagem inicial é feita com engodo grosso especial carpas com milho à francesa. Cerca de 2 kg em bolas grandes aos 13 ou 14,5 metros. Para a Inglesa pouco menos de 1 litro de asticot colado em bolas para a margem contrária a cerca de 5 metros da mesma.

Durante a pesca a engodagem à francesa é feita com trigo cozido e asticot solto ou colado (normalmente é melhor colado). Na inglesa pesca-se com só com asticot colado sempre no mesmo local. Normalmente a bola no meio e a boia é colocada à direita para depois ir ao encontro da engodagem para a esquerda. Uma bola de asticot por passagem da boia.


Execução

Está quase tudo dito mas atenção a ribeira pode ser a mesma mas ao contrário de Coruche, aqui os peixes raramente se ferram sozinhos ou pelo menos não é regra. Temos de os ferrar nós mesmos. As boias utilizadas devem estar muito bem calibradas. Quando o peixe se apresentar dificil é bom colocar o empate todo no fundo e por vezes mais. chega-se a colocar 2 metros a arrastar para o peixe comer bem. Na francesa costumam-se utilizar boias com ntenas grossas para os peixes sóas levarem totalmente quando comerem bem. Sim é que no Cabeção os anzois, as desferragens, e os toques falhados partem a cabeça à maioria ou todos os pescadores. Na francesa se houver muitas desferragens é de tentar anzois até ao 14. Na inglesa o 18 será normalmente o maior a utilizar. É bom que se note que eu uso sempre o normalmente, é que na pesca tudo varia, o mérito de um pescador, especialmente de um principiante, reside exactamente no facto de experimentar tudo e mais alguma coisa para dar a volta a uma situação, e é ai que se aprende.


Montagens

Inglesa Longe

Esta é a que se utiliza para pescar na outra margem. Normalmente numa pesca destas a ferragem é feita para os lados mas por vezes só para cima se consegue ferrar os peixes.


fig. 1 - Pesca fixa na outra margem.



Inglesa Meio do Rio

Montagem que normalmente não se utiliza em prova a não ser que se excendam a possibilidades de pesca e nada dá resultados, ai é de tentar esta também visto que não há nada a perder


fig. 2 - Pesca fixa no meio do rio.


Francesa

Montagem tipica do Cabeção para a francesa visto que a apresentação do isco é muito importante neste local.

fig. 3 - Montagem para pescar à francesa

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