Com alguma experiência que fui adquirindo cada vez mais concordo com os que dizem que juntamente com a engodagem são os actos mais importantes na pesca de competição. PORQUÊ SONDAR? Muito básicamente. O engondo, os iscos, os cereais, normalmente, excepto em situações muito especiais que são tratadas na secção da engodagem, vão para fundo. Assim muitas vezes convem saber exactamente onde ele está. A colocação de profundidade a menos na nossa montagem, pode assim conduzir a que o anzol fique muito longe do fundo, nunca sendo vizualizado pelo peixe. Já no caso de colocar profundidade a mais, acontece precisamente o contrário, é o peixe que vê o isco mas somos nós que não vemos os toques, visto que os peixes possuem uma grande margem de manobra para mexer no isco sem que a boia seja afectada. Deixando o factor principal de sondagem passemos agora àquelas pequenas coisas que por vezes nos empurram para uma má pescaria. Os exemplos que de seguida vos vou apresentar foram todos presenciados por mim, e acreditem ou não quando a pessoa em causa descobriu o que estava a fazer mal foi o mesmo que descobrir a pólvora. Todos estes casos são pouco frequentes mas quando se verificam partem a cabeça a um pescador até ele descobrir o que se passa. Sondagem com arrasto Uma coisa que a todos nos deixa furiosos é prender anzois no fundo. Se eu vos contar que já fui a um campeonato nacional (Alpiarça na barragem dos Patudos) em que no primeiro dia deixei lá três paletes anzois o que significa cerca de 30 anzois e fiquei em 28º, pois na altura não se dividia a zona em sectores é para rir. Acontece que na segunda prova apliquei esta sondagem que vos explico em baixo e não deixei lá mais nenhum, para além de fazer um 3º e um 6º, a ponto de não ir ao apuramento da selecção por um lugar, pos fiquei em 12º e nesse ano só iam 11. Quando o problema no fundo do pesqueiro são as pedras, estas são facilmente detectadas, bastando uma sondagem cuidada que cubra todo o pesqueiro. O problema para o qual se usa esta sondagem reside quando no fundo do pesqueiro temos raizes ou pequena escarpas de pedra de pequena largura e grande comprimento. O que acontece é que deixando cair a sonda até que esta toque no fundo não nos permite identificar estes pequenos relevos. É como querer enfiar o fio no buraco da agulha às escuras. Como estes obstáculos são finos vistos de cima e estendem-se por alguma distância nós vamos detectá-los não acertando neles, mas sim tropeçando nos mesmos ao arrastar a sonda pelo fundo:
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